Escândalo de desvios no metrô de SP, que envolve tucanos, está a 3 anos sem um único tucano denunciado




 
Causa Operária
O chamado Trensalão tucano, esquema de formação de cartel envolvendo empresas de metrô de São Paulo e políticos do PSDB completou três anos e até o momento nenhum político tucano foi acusado. O Ministério Público indiciou trinta pessoas, entre estas, empresários, lobistas e ex-funcionários em oito processos diferentes.

O esquema teria funcionado durantes os governos de Mário Covas, Geraldo Alckimin e José Serra. As empresas Siemens, Alston, Bombardier, Mitsui e Tejofran combinavam os valores das licitações dos contratos destinados a reformas dos vagões e equipamentos utilizados na manutenção dos trens. Além desse esquema, as empresas pagavam propina para políticos do PSDB para manter os acordos nas licitações.



A demora da justiça em julgar o caso revela os dois pesos e as duas medidas da justiça brasileira. Enquanto políticos do PT, incluindo dirigentes do partido, e o próprio ex-presidente Lula estão sendo presos sem qualquer prova, perseguidos de maneira implacável ou ameaçados de prisão, os políticos do PSDB são blindados pelo judiciário, nenhuma palavra na imprensa sobre o caso do trensalão e sobre outros casos envolvendo políticos tucanos.

O caso do trensalão deixa claro também que o que está em jogo no país não tem nada a ver com o chamado combate à corrupção. Enquanto as denúncias contra a direita e o PSDB são tratadas com total lentidão, no caso do PT, fabricam-se provas que ganham destaque nos noticiários. Trata-se, portanto, de uma verdadeira operação de perseguição política por parte do Judiciário golpista contra as organizações de esquerda, partidos e movimentos sociais.