UERJ pode ser a primeira universidade pública a ser fechada, tempos pós-Impeachment




Por Jean Wyllys, via Facebook
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro, uma das maiores e mais conceituadas do país, corre sério risco de não reabrir as portas nesse ano. É isso que diz a carta aberta do Conselho Universitário, divulgada esta semana, endereçada ao governador Luiz Fernando Pezão. Segundo a universidade, faltam condições básicas de manutenção das atividades e os salários de novembro, dezembro e o décimo terceiro dos funcionários não foram pagos.




Quero dizer o quanto considero absurda essa precarização, principalmente pelo fato de se tratar de uma instituição de excelência, com vários dos melhores quadros de professores e alunos do país, capaz de formar profissionais de alto nível nas mais variadas áreas. A UERJ tem uma longa tradição na formação de profissionais de alto nível, algo que é essencial para idealização de um futuro melhor para o conjunto da população.
A crise pela qual passa o estado do Rio é vergonhosa. Ela deve ser colocada na conta do conluio entre políticos e empresários corruptos para obter vantagens individuais através do mal funcionamento do governo. É sintomático que nesse momento estejam presos, além de Sérgio Cabral, que tinha na sua casa uma privada polonesa, empresários do porte de Marcelo Odebrecht. Juntos, esses indivíduos levaram à ruína as contas públicas, enquanto ostentavam um estilo de vida similar ao de sheiks árabes.
É preciso esclarecer também que o estado do Rio atravessa uma crise sem precedente apenas meses depois da Olimpíada e da Copa do Mundo, quando o padrão de serviço apresentado às entidades internacionais na cidade parecia de primeiro mundo.
Nós devemos resistir a essa ameaça de fechamento. O encerramento das atividades nesse verdadeiro pólo de resistência e formação do pensamento crítico somente completaria o projeto nacional do PMDB. É de interesse cabal das lideranças dessa sigla [Eduardo Cunha; Sérgio Cabral; Renan Calheiros; Michel Temer; Eduardo Paes; Jorge Picciani etc] que a UERJ não volte a funcionar. A população deve tomar pra si o interesse de manter o funcionamento da sua melhor educação pública de ensino superior.