Temer tira subsídios do gás de cozinha que irá aumentar nos próximos dias




Botijão de gás poderá ficar mais caro após retirada de subsídios dados pela Petrobras. (Foto: Vanessa Martins/G1)

A Petrobras informou nesta terça-feira (1º) que alterou os contratos de fornecimento de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), conhecido como gás de cozinha. Segundo a estatal, alguns subsídios dados às distribuidoras foram reduzidos, o que poderá elevar o preço do botijão. Hoje, os preços são livres.

Caberá às distribuidoras e revendedoras decidir se absorverão o possível aumento causado pelo fim dos incentivos ou se repassarão o custo aos consumidores, de acordo com a petroleira.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou por meio de nota que desconhece eventuais impactos nos custos das suas associadas ou mesmo em suas políticas de preços. Por isso, considera cedo e irresponsável falar em impacto no varejo, já que o preço do GLP é livre, não sujeito a tabelamentos, cabendo ao consumidor final pesquisar o melhor serviço e preço (veja a nota na íntegra ao final da reportagem).



Questionada sobre a medida se traduzir em um corte de despesas, a Petrobras disse que alterou os contratos de fornecimento para “melhor refletir custos de logística que tipicamente deveriam por elas ser cobertos, mas que eram suportados pela companhia”.

Impacto no preço
Apesar de reiterar que não fez qualquer mudança na tabela de preços do botijão, a Petrobras estimou que o impacto sobre os preços do botijão de 13 kg – referência para uso residencial – é de R$ 0,20 por unidade, na média do país.

“Isso representa 0,36% no preço de um botijão que custe R$ 55, por exemplo. De acordo com cálculos internos, o impacto máximo, desconsiderando a média nacional, não ultrapassará R$ 0,70 por botijão em nenhum ponto do país.”

Já o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que o impacto poderá chegar a R$ 0,50.
“O impacto que a gente calcula que possa ter é de 50 centavos, em alguns lugares até menos que isso”, disse o executivo, enfatizando a expectativa de que o eventual reajuste no preço “seja contido nessa dimensão”.

Reajuste de combustíveis
No mês passado, a Petrobras informou que reduziria o preço da gasolina e do diesel nas suas refinarias, pela primeira vez desde 2009. A companhia decidiu reduzir o preço do diesel em 2,7% e da gasolina em 3,2% na refinaria.

Segundo a petroleira, se a redução aplicada na refinaria fosse integralmente repassada ao consumidor final, na bomba dos postos, o diesel poderia cair 1,8%, ou R$ 0,05 por litro. Já a gasolina pode cair 1,4%, ou R$ 0,05 por litro.



Na semana passada, o preço médio do litro da gasolina no país caiu menos de um centavo, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), duas semanas após anúncio da Petrobras de redução de preços.

Na semana encerrada no dia 29 de outubro, o preço médio do combustível para o consumidor ficou em R$ 3,669 – queda de apenas R$ 0,002 em relação à semana terminada em 22 de outubro, quando o preço era de R$ 3,671.

Veja a nota do Sindigás:
“É fato que a Petrobras notificou as empresas distribuidoras de Gás LP, por meio do seu canal cliente, sobre novos preços que deverão ser praticados já no dia 1º de novembro de 2016. Assim, concebemos que a causa do possível aumento deve ter relação com os novos contratos da Petrobras.

Destacamos que o Sindigás desconhece os eventuais impactos desses novos contratos nos custos das suas associadas, ou mesmo em suas políticas de preços. Por essa razão, entendemos que é cedo e irresponsável afirmar que haja real impacto no varejo, lembrando que o preço do GLP é livre, não sujeito a tabelamentos, cabendo ao consumidor final pesquisar o melhor serviço, não necessariamente, somente, o melhor preço”.



 

 

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