Ao contrário da mídia nacional, New York Times diz que estudantes ocupam para salvar educação pública




Muito instigante a maneira como foi abordado no The New York Times, as ocupações estudantis em São Paulo contra a reorganização escolar de Alckmin no ano passado, que iria fechar várias escolas no estado de São Paulo e realocar diversos estudantes em salas de aula cada vez mais lotadas e longe de onde moravam os estudantes. Ao contrário do que fez a mídia nacional a exemplo de hoje, eles não são baderneiros, nem partidários, muito menos vândalos, invasores, nas palavras do The New York Times eles “tentam salvar suas escolas e a educação pública”.

In October, without discussing the decision with teachers, parents or students, the São Paulo state government announced during a television interview that dozens of schools would be closed next year.”

O Jornal relata que em Outubro do ano passado, o governo Alckmin sem discutir com alunos, professores e pais de alunos anunciou o fechamento de escolas, o que ficou conhecido como “reorganização escolar”.



The response to the announcement was immediate. First, the teachers’ union organized protests, but they were ignored. Then, students protested in their neighborhoods, hoping to raise awareness among community members. They were ignored. Finally, on Nov. 9, a handful of students decided to occupy a school in the metropolitan area of São Paulo. Within a week, nearly 100 schools had been occupied, and, a week later, 200.

Nesse trecho o jornal cita o fato que a resposta a medida foi imediata, primeiro professores organizaram protestos e foram ignorados, depois estudantes protestavam na vizinhança tentando fazer com que as pessoas tomassem consciência e lutassem contra a medida, o que foi um fracasso, no entanto tudo mudou quando os estudantes resolveram ocupar escolar na capital paulista, em uma semana perto de 100 escolas foram ocupadas e começaram a chamar atenção nacional, da mídia que na época tentou os criminalizar, na repressão da polícia.

O texto do jornal Democratize dá a dimensão do que foi a criminalização dos estudantes já na época pela imprensa e governo do estado de SP :

“Em mais uma ação coordenada entre veículos de comunicação e governo do estado de São Paulo, continua uma articulação para criminalizar os secundaristas que continuam ocupando escolas ao redor do estado. A escola vítima da vez foi a Salvador Allende, na zona leste da cidade, alvo de depredação e furto. (…) A simples nota do governo estadual de Geraldo Alckmin (PSDB) já foi motivo para que a imprensa realizasse uma verdadeira cobertura de plantão sobre o “vandalismo causado por alunos”.




O The New York Times também citou a estratégia de guerra usada pelo Governo de SP, do PSDB e a Mídia aliada para criminalizar os estudantes secundaristas:

“Instead, in an audio recording of a meeting with school administrators that was leaked to the press, the government can be heard devising a “war” strategy to discredit the students.

Unfortunately, this arrogant approach to the demands of civil society is characteristic of a new generation of Brazilian public officials.”

Leia a matéria na íntegra

 




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