Delator mentiu sobre propina ao PT, cheque estava em nome de Temer e Lava Jato não o puniu




Em entrevista ao jornal argentino La Nación, de passagem por Buenos Aires essa semana, Dilma comenta o pedido feito por sua defesa para que o delator Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, seja investigado depois de ter mudado a versão de seu depoimento na Lava Jato a fim de proteger Michel Temer; “Ele disse que se equivocou, e nós estamos pedindo que pague por isso. Pedimos que anulem a delação de Azevedo, porque ele deliberadamente tentou comprometer minha campanha”, afirma; Dilma defendeu ainda que a delação premiada deve ser trata como manda a lei; “um indício, e não como uma prova definitiva. O que se passa no Brasil é que quando há uma delação ela é tratada como prova definitiva”, criticou

247 – Em entrevista ao jornal La Nación, da Argentina, por onde passou essa semana para dar uma conferência e receber uma homenagem, Dilma Rousseff comentou o pedido feito por sua defesa para que o delator Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, seja investigado depois de ter mudado a versão de seu depoimento no âmbito da Lava Jato a fim de proteger Michel Temer.



O requerimento lembra que Azevedo disse em depoimento ao TSE que a Andrade Gutierrez teria realizado uma doação via caixa dois no valor de R$ 1 milhão à chapa Dilma-Temer. No entanto, depois que apareceu um cheque de R$ 1 milhão da empresa nominal à conta do candidato a vice-presidente Michel Temer, Azevedo modificou seu depoimento e reconheceu a regularidade da doação.

“Ele disse que se equivocou, e nós estamos pedindo que pague por isso. Pedimos que anulem a delação de Azevedo, porque ele deliberadamente tentou comprometer minha campanha”, disse Dilma ao La Nación.

“Qual é a moral da história? Que o delator nem sempre está delatando a verdade, e sim muitas vezes usa sua delação para fazer jogos políticos. Então a delação tem que se tratada com manda a lei: um indício, e não como uma prova definitiva. O que se passa no Brasil é que quando há uma delação ela é tratada como prova definitiva”, criticou Dilma, alfinetando a Lava Jato.

Ainda na entrevista, ela diz acreditar ter sido deposta por seus acertos, e não por seus erros, comenta a perda de força dos governos de esquerda nos países da América Latina e outros assuntos. Dilma foi a Buenos Aires convidada pelo Conselho Latinoamericano de Ciências Sociais (Clacso) e pela Universidade Metropolitana (UMET) para dar uma conferência.

Assista a vídeo em que Dilma recebe prêmio de doutora honoris casa da UMET:

 

 

Confira aqui a íntegra da entrevista.



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