Salário mínimo teve aumento menor que a inflação, pela primeira vez em 13 anos




O Salário Mínimo foi um forte instrumento de distribuição de renda no Brasil nos anos de Governo do PT, de Lula e Dilma. Em 13 anos foram mais de 75% de aumento acima da inflação. E como o Salário Mínimo serve de parâmetro para aumento de salários maiores que eles, estes 13 anos foram os anos de Aumento Real de praticamente todos os Salários no Brasil.

Os trabalhadores tinham dinheiro para comprar. Se tinha pra comprar, tinha que ter quem vendesse e quem produzisse o que este trabalhador ia comprar com seu salário de empregado, que tinha aumento real todos os anos. Isto significava girar a roda da economia, gerando empregos. O menor patamar de desemprego da história do Brasil foi atingido em, Dezembro de 2014. Tudo isto foi destruído pela permanente campanha contra o Brasil, desenvolvida pelo tucanato e pela grande mídia desde o 1º dia após as eleições de 2014. Já não toleravam mais o povo avançando e melhorando de vida. Derrubaram a presidenta Dilma. Estão acabando um a um com os Programas Sociais, e neste começo de ano acabam definitivamente com a política de Aumento Real para o Salario Minimo. E olha que a matéria que publico a seguir é do G1, que dará no entanto um jeito de dizer que a economia vai mal e por isto o mínimo não sobe. Mas os ganhos dos Bancos e os juros pagos pelos que ganham salários sobem.




Salário mínimo não tem aumento acima da inflação pela 1ª vez desde 2003

Começou a valer o novo salário mínimo nacional. De R$ 880, o valor passou para R$ 937: reajuste de 6,47%, porém sem ganho real ante o INPC.


O salário mínimo não subiu acima da inflação pela primeira vez desde 2003, no início da série medida pelo Dieese. Começou a valer no dia 1º o novo salário mínimo nacional. De R$ 880, o valor passou para R$ 937: um reajuste de 6,48%. No entanto, o reajuste teve a mesma variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O maior aumento real foi em 2006, de 13,04%. O menor foi em 2016, de 0,36%.

Segundo o Dieese, com o novo valor de R$ 937 e considerando uma taxa mensal da inflação medida pelo INPC para dezembro em 0,05%, o salário mínimo terá acumulado ganho real de 77,17% desde 2003.

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Impactos na economia
O Dieese estima que 47,9 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo. A elevação do mínimo corresponde a R$ 35 bilhões de incremento de renda na economia e R$ 18,865 bilhões de aumento na arrecadação tributária sobre o consumo.

Previdência
O peso relativo dos benefícios de até 1 salário mínimo é de 48,3% e corresponde a 68,6% do total de beneficiários, segundo o Dieese. O acréscimo de cada R$ 1 no salário mínimo tem impacto estimado de R$ 300,7 milhões ao ano sobre a folha de benefícios da Previdência Social. Assim, o impacto do aumento para R$ 937 (variação de R$ 57 em relação ao salário mínimo anterior) significará custo adicional ao ano de cerca de R$ 17,142 bilhões para os 23,13 milhões de beneficiários.

Empregados
Entre os 12,2 milhões de empregados, o impacto anual decorrente do aumento é de R$ 9,049 bilhões. O impacto entre os 8,6 milhões de trabalhadores por conta própria é de R$ 5,872 bilhões. Já entre os 3,8 milhões de trabalhadores domésticos é de R$ 2,809 bilhões.




Cesta básica
Com o valor do salário mínimo em R$ 937 e a cesta básica de janeiro estimada em R$ 435 na cidade de São Paulo, o salário mínimo teria poder de compra equivalente a 2,15 cestas básicas, segundo o Dieese. Levando em conta a série histórica que relaciona as médias do salário mínimo e da cesta básica anuais, o levantamento mostra que a quantidade de 2,15 cestas básicas corresponde ao maior valor verificado desde 1979.

Regiões
Entre os ocupados, o salário mínimo teve maior força nas regiões Norte e Nordeste em 2015. No Norte, 40,9% recebiam até 1 salário mínimo e 36,5% mais de 1 até 2 salários. No Nordeste a proporção era de 54% e 30%, respectivamente. No Sudeste 18,1% recebiam até 1 salário mínimo e 45% mais de 1 até 2 salários. No Sul a proporção era de 16% e 44,1%, respectivamente. No Centro-Oeste era 20% e 41,4%. No Brasil, a média era de 28,3% e 40,3%, respectivamente.




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