UOL mostra que era mais fácil conseguir aposentadoria com Princesa Isabel que com Temer/PSDB




Tijolaço
Quando se anunciou a intenção do Governo Temer de estender para até 12 horas a jornada de trabalho, este blog achou que estivesse usando uma força de expressão ao pedir que se chamasse a Princesa Isabel.

Hoje, uma reportagem de Marcus Lopes, no UOL mostra que não é só para isso, não, que a filha de D. Pedro II precisaria nos socorrer, ao dar conta que o primeiro embrião de sistema previdenciário, em sua regência em  março de 1888, para funcionários dos Correios, estabelecia idade mínima de 60 anos e 30 de contribuição.



Cinco anos a menos de idade e 19 anos a menos de contribuição. O que, talvez, se explique por serem aqueles tempos de alta tecnologia, com computadores, máquinas, robôs e outros avanços da modernidade de quase 130 anos atrás, não é?

Mas, acredite, a matéria não é tão chocante quanto a enxurrada de comentários favoráveis a que se trabalhe até a morte.

Não são todos, claro, mas encontram-se pérolas como esta: “”O presidente Temer foi o único desde o império que fez e faz algum esforço para salvar o sistema previdenciário brasileiro. Tudo bem que foi os próprios políticos que lascaram tudo, mas não foi ele próprio que sucateou a previdência, pelo contrário, ele está tentando salvar alguma coisa.

Daí me ocorreu que já que estamos lançando brados ao além chamando a Dona  Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de  Orléans e Bragança poderíamos chamar também o sanitarista Oswaldo Cruz, com suas vacinas.

Porque se avolumam os sinais de que este país está acometido de uma epidemia pior do que a de chicungunha, de dengue e de zika: a da burrice suicida.

Ou melhor, burrice assassina, porque se fosse apenas suicida, nenhum problema: afinal, ninguém é impedido, se aguentar e tiver quem o empregue, de trabalhar até o último suspiro. Mas não pode obrigar os outros a isso.

É inacreditável que o desenvolvimento das tecnologias de produção, que os ganhos de produtividades que o trabalho acumulou durante tanto tempo, aumentado em escala muitíssimo maior que a expectativa de vida não faça esta gente pensar que seja preciso trabalhar muito mais para sustentar um sistema previdenciário.



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