Justiça não investiga nenhum tucano em esquema de tucanos no metrô de SP

Apenas laranjas nunca os percussores políticos do esquema:

Jornal GGN – O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou um pedido da CPTM para suspender um inquérito que apura se houve pagamento de propina e lavagem de dinheiro envolvendo empresas que formaram consórcios para executar as obras da Linha 5.




Segundo o Estadão, o tribunal decidiu que Mário Bandeira, ex-presidente da CPTM, e José Luiz Lavorente, ex-diretor de operação e manutenção da empresa, devem continuar como investigados.

O inquérito contra ambos nasceu de uma investigação maior sobre fraude no aditamento ao contrato firmado entre o Consórcio Ferroviário Espanhol-Brasileiro (Cofesbra), integrado pelas empresas Alstom, Bombardier Transportation Brasil Ltda e CAF. “O aditivo – um complemento ao contrato – foi firmado em 2005 e destinou-se à aquisição de 12 trens pelo valor total de R$ 223,5 milhões”, apontou o Estadão.




“Como houve prescrição em relação ao crime previsto na Lei de Licitações (art 92), o Ministério Público Federal (MPF) requereu e obteve na justiça o desmembramento do inquérito policial para instaurar um outro destinado à apuração de eventuais crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro”, acrescentou.

Em habeas corpus na segunda instância, os ex-dirigentes tentaram suspender a apuração, alegando que “não há qualquer indício de que tenham cometido esses crimes”.

A decisão do TRF-3 que acolheu o pedido de desmembramento do inquérito afirma que, ao contrário do que dizem os investigados, operações financeiras internacionais foram identificados e podem referir-se a eventual pagamento de “vantagens indevidas” a funcionários CPTM. Para os crimes de corrupção e lavagem de capitais não houve reconhecimento de prescrição.




,