Delator entrega filial da Globo em esquema de corrupção e sonegação

Primeiro investigado a firmar um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Zelotes, o ex-auditor da Receita Federal Paulo Roberto Cortez citou a RBS entre as empresas envolvidas num esquema de fraudes de decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão de julgamento de recursos da Receita Federal que é alvo da investigação; o grupo de comunicação do Rio Grande do Sul é suspeito de pagar cerca de R$ 15 milhões para a SGR Consultoria, do advogado José Ricardo da Silva, um dos principais investigados; o objetivo era influenciar a tramitação de processo de seu interesse no Carf; segundo Cortez, José Ricardo lhe ofereceu R$ 150 mil no êxito do caso, valor que ele definiu como “migalha”; além da afiliada da Globo, o delator mencionou Gerdau, Cimento Penha e Bank Boston




247 – A afiliada da Globo RBS foi citada na primeira delação premiada no âmbito da Operação Zelotes, que investiga fraude em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão que analisa recursos de processos da Receita Federal.

As informações são de reportagem publicada no blog do jornalista Fausto Macedo.

Primeiro investigado a firmar acordo de delação premiada na Operação Zelotes, o ex-auditor da Receita Federal Paulo Roberto Cortez citou a RBS entre as empresas envolvidas no esquema. Além da afiliada da Globo, ele mencionou Gerdau, Cimento Penha e Bank Boston. O delator contou que recebia um salário de R$ 10 mil para elaborar decisões.



O grupo de comunicação do Rio Grande do Sul é suspeito de pagar cerca de R$ 15 milhões para a SGR Consultoria, do advogado José Ricardo da Silva, um dos principais investigados. O objetivo era influenciar a tramitação de processo de seu interesse no Carf.

Segundo Cortez, José Ricardo lhe ofereceu R$ 150 mil para o êxito do caso, valor que ele definiu como “migalha”. A RBS informou à reportagem que não se manifestará.

O acordo de colaboração foi homologado no dia 7 pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal em Brasília. O ex-auditor afirmou que os integrantes do órgão recebiam propina para dar votos favoráveis a empresas.

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