Banqueiro diz que Brasil vai quebrar e paralisar em 2018

247

Um dos mais lendários financistas do País, Luiz Cezar Fernandes falou ao 247 e disse que o Brasil poderá viver uma das maiores crises da sua história, com o colapso da dívida interna; “se for mantida a trajetória atual, um calote da dívida é inevitável”, afirmou; “a dívida brasileira não é suportável com esses níveis de taxas de juros”; uma reestruturação da dívida, diz ele, seria ainda mais grave do que o confisco da poupança, no governo Collor, com aplicações financeiras sendo congeladas e tendo seus rendimentos diminuídos; ele critica o rentismo da economia brasileira, que criou uma sociedade de “juristas” – de pessoas que vivem de juros, e não não da produção; ele diz ainda que a situação fiscal brasileira é mais grave do que a da Grécia; assista a íntegra




“Tsunami é pouco para o que pode vir pela frente”. O alerta é feito por ninguém menos que Luiz Cezar Fernandes, um dos mais lendários financistas do Brasil, que fundou instituições como Garantia e Pactual. “Se for mantida a trajetória atual, um calote da dívida é inevitável”, diz ele.

Luiz Cezar afirma que a dívida brasileira não é suportável com os níveis atuais de taxas de juros. Na sua visão, se o Banco Central reduzisse a taxa Selic para 2% reais – algo em torno de 5% ao ano – nada aconteceria com a inflação.

Ele critica ainda o rentismo da economia brasileira, que criou uma sociedade de “juristas” – de pessoas que vivem de juros, e não não da produção.

Segundo Luiz Cezar, a situação fiscal brasileira é mais grave do que a da Grécia e a necessidade de ajuste fiscal pode vir a ser muito maior. Ele cita o exemplo de Portugal, em que salários de servidores públicos chegaram a ser reduzidos em cerca de 30%.




Embora tenha defendido as privatizações, ele afirmou que mesmo que o governo vendesse 100% das estatais, não seria possível estancar a dívida pública.

Na sua visão, os investidores devem fugir urgentemente da renda fixa em busca de ativos reais, que possam não ser afetados por um eventual calote da dívida.

Confira, abaixo, a íntegra de sua entrevista:

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