Expert em geopolítica mostra intenções dos EUA na Venezuela e porque isso é contra a China

07/01/2026

Quais reais intenções dos americanos tentando se apoderar do petróleo venezuelano, porque isso não tem haver somente com ideologia e sim com uma grande estratégia americana de estrangulamento da China e como o país asiático que está a tornar-se a grande superpotência do século XXI poderá reagir.

O curso dos eventos de 2026 revela que Trump está a colocar sua grande estratégia de estrangulamento da China em ação, além do reavivamento da Doutrina Monroe para a América Latina, o presidente norte-americano tem uma estratégia para poder fazer frente a China, sob uma ótica neocolonialista e impositiva.

China's media enables tyranny and corruption (Opinion) | CNN

O Professor Xueqin Jiang, que é educador, escritor e consultor de políticas chinês-canadense, faz previsões geopolíticas certeiras sobre o que poderá acontecer em 2026. Jiang Xueqin apresenta uma análise geopolítica utilizando padrões históricos e teoria dos jogos para prever eventos futuros.

Xueqin aplica modelos para prever movimentos geopolíticos, sugerindo que conflitos em países como a Venezuela podem fazer parte de estratégias mais amplas de influência. Os EUA está usando a Venezuela, após o sequestro de Maduro, para impedir que o país latino americano façam negócios com adversários e inimigos dos EUA, como a China, a Rússia, o Irã, Cuba.

Os EUA está simplesmente tomando as maiores reservas de petróleo do mundo, porém para explorar o petróleo venezuelano em sua totalidade, isso exigirá um investimento de bilhões de dólares, antes mesmo de poder extrai-lo.

No contexto da análise de Xueqin , a Venezuela emerge como um ponto crítico de pressão por duas razões principais:

  1. Possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
  2. Sob o governo de Nicolás Maduro, tem ativamente procurado alternativas ao sistema do petrodólar, incluindo a venda de petróleo em outras moedas e o fortalecimento de laços com a China e a Rússia.

Ele sugere que os EUA, possivelmente sob uma segunda administração Trump, poderiam orquestrar ou capitalizar sobre uma crise interna venezuelana – potencialmente envolvendo a destituição, prisão ou mesmo um evento mais extremo com o presidente Maduro.

Imagem
Maduro sequestrado pelos EUA.

O objetivo estratégico, segundo a previsão, não seria apenas uma mudança de regime em Caracas. O movimento teria uma finalidade geopolítica muito mais ampla:

  1. Conter a China: Interromper a crescente influência e os acordos energéticos e de infraestrutura da China com a Venezuela, que desafiam o monopólio econômico ocidental na região.
  2. Salvaguardar o Petrodólar: Restabelecer um controle firme sobre as exportações de petróleo venezuelano, garantindo que elas fluam de volta para o sistema de comércio em dólares e neutralizando experimentos com moedas alternativas.
  3. Enviar um Sinal Global: Demonstrar força e disposição para agir decisivamente contra qualquer país que tente abandonar o sistema financeiro liderado pelos EUA, servindo de alerta para outras nações.

Em resumo, a análise de Jiang Xueqin aponta para a Venezuela como um potencial tabuleiro onde a batalha pela preservação da ordem financeira global liderada pelos EUA poderia, em teoria, ser travada. Este cenário serve como um alerta hipotético sobre os possíveis pontos de ignição de conflitos de alta intensidade no futuro próximo, fundamentados na disputa pela arquitetura econômica internacional. 

File:Map-venezuela.jpg - Wikimedia Commons

Além disso, ele analisa que o petróleo do Oriente Médio é outro foco dos EUA, mais especialmente o Irã. Caso os americanos consigam impor uma mudança do regime iraniano e controle o petróleo venezuelano, os EUA conseguirá impor um grande controle de fluxos e recursos naturais que a China precisa em sua indústria e desenvolvimento.

Bangkok, Tailândia, 7 de dezembro de 2023, bandeira do Irã no mapa do mundo.

Veja a análise completa:

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