Investigadores irão resgatar mensagens dos celulares de miliciano morto

O que vem por aí pode deixar a família Bolsonaro de cabelos em pé, segundo informações do jornalista George Marques, investigadores da polícia civil do Rio de Janeiro apreenderam os 13 celulares que estavam em posse do miliciano e ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega. A perícia tentará resgatar mensagens, vídeos, áudios, fotos, tudo que o miliciano andou fazendo e com quem tinha contato, parece que a república pode estremecer nos próximos dias.
O que vem por aí pode ser nitroglicerina pura, assim definiu o jornalista George Marques, sobre a perícia dos celulares do miliciano Adriano da Nóbrega, morto no último domingo (9), na Bahia , no sítio de um vereador do PSL, ex-partido de Bolsonaro.
Investigadores da Polícia Civil do Rio já estão em posse dos 13 celulares apreendidos com o miliciano Adriano da Nóbrega. A perícia pretende resgatar mensagens, áudios, vídeos, fotos e arquivos. A depender do conteúdo, e dos citados, o estrago pode ser grande. Nitroglicerina pura
— George Marques (@GeorgMarques) February 11, 2020
A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu ao Ministério Público o compartilhamento de informações sobre os 13 celulares e sete chips de diferentes operadoras apreendidas na casa onde estava Adriano da Nóbrega. O homem, que é acusado de chefiar o grupo de matadores conhecido como Escritório do Crime — investigado por suspeita de envolvimento nos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.
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Um delegado chefe de um departamento da Civil diz ao GLOBO que “o que contém nos celulares poderá elucidar vários crimes cometidos pelo grupo chefiado pelo ex-PM”.
Nos próximos dias os celulares serão entregues ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, que será o responsável pela perícia. Acredita-se que a perícia fique pronta em até 30 dias.
Adriano tinha mãe e esposa empregadas no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Sem Partido-RJ), ele também se beneficiava do esquema de rachadinha dentro do gabinete de Flávio, ficando com parte dos montantes.
Adriano foi homenageado e defendido por Jair Bolsonaro, quando o mesmo ainda era deputado federal na Câmara dos deputados. Flávio Bolsonaro também o homenageou.