O vídeo que a PGR usou para denunciar filho de Bolsonaro por ameaçar jornalista

Revista Fórum

A jornalista Patrícia Lélis divulgou em sua página no Facebook um vídeo que mostra as mensagens trocadas com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). A conversa ocorreu no aplicativo Telegram e, como estava programada para ser autodestruída, a jornalista filmou com outro celular. Ela entregou a gravação à polícia.




O deputado diz à jornalista: “Sua otária! Quem você pensa que é? Tá se achando demais. Se você falar mais alguma coisa eu acabo com sua vida”. Ela pergunta se é uma ameaça e o parlamentar responde: “Entenda como quiser. Depois reclama que apanhou. Você merece mesmo. Abusada. Tinha que ter apanhado mais pra aprender a ficar calada. Mais uma palavra e eu acabo com você”.

A procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, denunciou Eduardo Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (13). Ela concluiu ser clara a intenção do acusado de impedir a livre manifestação da vítima, e para isso a ameaçou. Como a pena mínima estabelecida a Eduardo Bolsonaro é de um ano de detenção, ele pode ser beneficiado pela Lei de Transação Penal, desde que não tenha condenações anteriores, nem processos criminais em andamento. Se cumprir as exigências legais, a proposta de transação penal é para que Eduardo Bolsonaro indenize a vítima, pague 25% do subsídio parlamentar mensal à uma instituição de atendimento a famílias e autores de violência doméstica por um ano, além de prestação de 120 horas de serviço à comunidade. O relator do caso no STF é o ministro Roberto Barroso.




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