Para o jornal Estadão, Temer é bom e o povo não percebe

Editorial do jornal O Estado de S.Paulo passa à história como um dos mais sabujos e ilustrativos do pensamento da elite brasileira: Temer é um excelente governante e o povo é ignorante, não presta; um dos trechos do editorial inusitado afirma: “Tome-se o exemplo das recentes pesquisas de opinião que qualificam Michel Temer como o mais impopular presidente da história do País e expressam profundo pessimismo a respeito da economia. Em nenhum dos dois casos a percepção se sustenta nos fatos”




247 – Editorial do jornal O Estado de S.Paulo desta terça (12) passa à história como um dos mais sabujos e ilustrativos do pensamento da elite brasileira: Temer é um excelente governante e o povo é ignorante, não presta. Um dos trechos do editorial inusitado afirma: “Tome-se o exemplo das recentes pesquisas de opinião que qualificam Michel Temer como o mais impopular presidente da história do País e expressam profundo pessimismo a respeito da economia. Em nenhum dos dois casos a percepção se sustenta nos fatos”.

Os redatores do texto revelam sua inconformidade com o fato de o povo brasileiro rejeitar Temer e desejar o retorno do PT ao poder. Buscam estabelecer uma comparação entre Temer e Dilma que aproxima-se de um delírio, ao aferrar-se ao discurso do golpe em 2015/2016, completamente desmoralizado: “Por nenhum parâmetro racional se pode considerar o presidente Temer pior, por exemplo, do que sua antecessora, Dilma Rousseff, que praticamente arruinou a economia nacional e foi defenestrada da Presidência, entre outras razões, por ser incapaz de se relacionar com o Congresso. Temer, ao contrário, restabeleceu o diálogo com deputados e senadores e, a partir dessa base, essencialmente democrática, criou as condições necessárias para reorganizar as contas públicas e encaminhar uma importante agenda de reformas. Tudo isso, aliado à escolha de uma competente equipe econômica, controlou a inflação, que sob Dilma havia desembestado”.



O jornal conservador e seus proprietários e dirigentes parecem viver num Brasil de contos de fadas. Para eles, o governo Temer “tirou o País da recessão e devolveu ao setor produtivo a capacidade de crescer e gerar empregos”. Além da opinião popular, não há indicadores econômicos que deem sustentação à tese do jornal que já foi um dos principais do país e arrasta-se há anos numa decadência melancólica. No fim do texto, os editorialistas suspiram, desejosos de que os eleitores passem a apoiar Geraldo Alckmin. Como se vê, o “Estadão” vive num mundo paralelo, frequentado pelas elites, enquanto o povo vive no mundo real, de desemprego, e ampliação sem precedentes da miserabilidade e de um único desejo para as eleições: Lula.

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