Primo de Carlos Bolsonaro nega que boquinha no Senado seja nepotismo: “É patriotismo”

Do Valor:

Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, primo dos irmãos Bolsonaro, negou que tenha havido nepotismo em sua nomeação no Senado para cargo de aproximadamente R$ 23 mil. Ele assumiu cargo em 24 de abril como assessor especial no gabinete do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), atual vice-líder do governo. Negou que o novo emprego seja um pedido da família ou do “tio”, como ele costuma chamar o presidente Jair Bolsonaro.



“Se você for avaliar, eu não me enquadro em nepotismo. Sou primo de quarto grau. É falta de informação de vocês. Se fosse algo vinculado ao parentesco, eu ficaria no gabinete do Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) ou do Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)”, resumiu.

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Léo Índio é filho de Rosemeire Nantes Braga Rodrigues, irmã de Rogéria Nantes, que é ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe dos três filhos políticos dele.




O primo falou rapidamente ao Valor, na última quinta-feira, após seu primeiro dia de trabalho no Senado. Aceitou responder algumas perguntas no trajeto entre o gabinete do senador do DEM e um ponto de táxi, na saída do Congresso Nacional. Ele declarou que não aceitou o posto para “ganhar muito ou ganhar pouco”, mas por estar numa “missão” em nome do governo e do que sua família “vem construindo”. “Minha ideia (em Brasília) era ficar perto da minha família, protegendo, não é outro sentimento. É patriotismo e amor. É isso que me move aqui. Sei que vão me atacar em relação ao salário”, disse.

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