As 15 maiores mentiras de Pazuello na CPI

22/05/2021

Pazuello deu um verdadeiro show de mentiras em seus depoimentos na CPI da Pandemia, no entanto, ainda não havia se organizado um “ranking” com suas mentiras e lista completa. O Senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou a lista das 15 maiores mentiras de Pazuello, de falta de oxigênio, vacinas à uso de dinheiro público em cloroquina .

Levantamento feito por técnicos da CPI da Pandemia, aponta as 15 maiores mentiras do General e ex-Ministro Eduardo Pazuello, durante seu depoimento. Intitulado “Réplicas às afirmações falsas do ex-ministro Eduardo Pazuello”, o documento deverá ser anexado no relatório final da CPI e depois remetido ao Ministério Público.

De acordo com a avalição da CPI, apenas com base nesse documento será possível pedir o indiciamento de Pazuello, por falso testemunho.

No início, o documento cita que :

“ficou evidente que a missão do depoente nesta CPI não foi esclarecer a população ou colaborar para encontrarmos a verdade, mas, sim, eximir o Presidente da República de qualquer responsabilidade pela condução temerária pelo Governo Federal das ações de combate à pandemia”. Depois lista o que considera “afirmações falsas em 15 temas”.

Algumas mentiras de Pazuello:

1- Ordem do Presidente

Pazuello afirmou em CPI que o presidente nunca lhe deu ordens diretas para nada. Nem sequer o “desautorizou” a nada.

Contudo os técnicos da CPI mostram um vídeo de 22 de outubro de 2020, em que Pazuello falou durante um encontro com ele: ‘É simples assim: um manda e outro obedece’.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS:

2- Aplicativo que receitava Cloroquina

O aplicativo Tratecov, que receitava cloroquina/azitromicina/ivermectina à pacientes, de acordo com Pazuello não foi sequer distribuída à médicos, “nunca entrou em operação”. Contudo a afirmação é outra mentira do ex-Ministro da Saúde, que fez até cerimônia em Manaus para inauguração do aplicativo, com vídeos e outros registros.

O lançamento da plataforma foi noticiado até na TV Brasil, Tv pública, hoje sob o comando bolsonarista.

Além disso, internautas e pacientes denunciaram à mídia em janeiro, que o aplicativo prescrevia a cloroquina,azitromicina e ivermectina, medicamentos sem comprovação científica contra o coronavírus.

3-DECISÃO DO STF “ATRAPALHANDO” GOVERNO

Uma das maiores fake news propagadas pelas bolhas bolsonaristas, a de que o Supremo Tribunal Federal teriam “proibido Bolsonaro” de combater a pandemia, dando apenas à governadores e prefeitos esse direito.

Em nenhum momento o Supremo proibiu ou limitou ações federais. A decisão na Ação de Direta de Inconstitucionalidade nº 6341 permite que estados e municípios tomem suas medidas, mas não impede que o Ministério da Saúde tome as suas.

O STF diz que o entendimento foi reafirmado pelos ministros em diversas ocasiões.

4- Brasil um dos países que “mais imunizou”

Como tudo que o bolsonarismo espalha, mais uma fake e desinformação sobre os dados de vacinação.

De acordo com os técnicos, o governo Bolsonaro, divulga números absolutos de vacinados, porém o percentual de pessoas vacinadas é baixo. Considerando que temos 210 milhões de habitantes, não faz sentido se comparar com países bem menores.

No Ranking de percentual de pessoas vacinadas com pelo menos uma dose, o Brasil figura atrás de 80 países, a realidade dura é que estamos bem atrás nesse quesito.

5- Cloroquina

Cloroquina

“A cloroquina é um antiviral e um anti-inflamatório conhecido pelo Brasil”

A cloroquina não é um antiviral e nem anti-inflamatório e sim um antimalárico, utilizado no c ombate ao plasmódio da malária, que é um protozoário.

Cloroquina e Zika …

Nunca houve administração de cloroquina para pacientes contaminados pelo zika vírus. Iniciou-se uma pesquisa em ratos, com resultados que não se replicaram em humanos. Por isso, a pesquisa foi interrompida. Além disso, o zika vírus não é semelhante ao coronavírus.

Leia a todo conteúdo e as mentiras aqui

LEIA TAMBÉM:

 
 

Áudio: Antes de morrer do vírus, assessor culpa Bolsonaro e deputado

 
 

Maranhão multa Bolsonaro por provocar aglomeração sem máscara

 

Os comentários estão desativados.