Lula foi o assunto mais comentado na internet nos últimos dois dias

Levantamento feito pelo sociólogo Renato Dolci, especialista em análise de rede, sobre como a internet leu a saída do ex-presidente Lula da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, neste sábado (2), para ir ao velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, mostra que “Lula continua sendo um ‘agitador’ digital implacável: foi o assunto mais discutido da internet brasileira há dois dias, com quase o dobro de menções do que os bloquinhos de Carnaval”

247 – Levantamento feito pelo sociólogo Renato Dolci, especialista em análise de rede, sobre como a internet leu a saída do ex-presidente Lula da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, neste sábado (2), para ir ao velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, mostra que “Lula continua sendo um ‘agitador’ digital implacável: foi o assunto mais discutido da internet brasileira há dois dias, com quase o dobro de menções do que os bloquinhos de Carnaval”.

Veja os principais achados da análise:

  • 77.8% apoiaram que o ex-presidente pudesse sair da cadeia para ir ao funeral de seu netinho, incluindo grupos da esquerda radical anti-PT e a direita mais radical;
  • Entre os comentários, há muito mais solidariedade do que pessoas desejando dor à Lula: para cada 86 comentários de força, 1 de escárnio;
  • Lula continua sendo um “agitador” digital implacável: foi (sexta e sábado) o assunto mais discutido da internet brasileira há dois dias, com quase o dobro de menções do que os bloquinhos de Carnaval;
  • A trágica morte do menino causou um surto de buscas sobre meningite e vacinas, sendo neste momento, o quarto assunto mais buscado no Google;
  • Se somadas todas as pesquisas realizadas sobre os jogos da tabela neste sábado, tema sempre frequente no digital, a morte do neto de Lula é 8 vezes maior em termos de buscas;
  • Por fim, matérias falsas sobre o assunto não renderam praticamente nenhuma repercussão expressiva. O alcance do assunto foi de quase 77 milhões de usuários, enquanto as fake news chegaram a pouco mais de 6 milhões.

“Não nos apeguemos ao show de horrores de perfis que não se compadecem com a dor de um avô perdendo seu neto. A inversão da ordem da vida é sempre um choque para os que tem um coração dentro do peito. Ao menos na internet, a ignorância sussurrou perto do sentimento de consolo. E não, nada disso tem a ver com política. Ainda há esperanças, Brasil”, concluiu Renato Dolci.