Fernando Haddad, former mayor of Sao Paulo, speaks during a press conference with Manuela D'Avila, former presidential candidate for the Communist Party of Brazil (PCdoB), not pictured, in Sao Paulo, Brazil, on Tuesday, Aug. 7, 2018. The Workers' Party and PCdoB announced an alliance backing jailed former president Lula, saying that if electoral authorities decide he cannot run in the election then Haddad and D'Avila would be placed on the ticket. Photographer: Patricia Monteiro/Bloomberg

MP em véspera de eleição denuncia Haddad de novo, usando teoria do domínio do fato

Jornal GGN – O Ministério Público de São Paulo denunciou, nesta terça (4/9), Fernando Haddad, candidato do PT à vice-presidência da República, por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Só que os fatos narrados nesta acusação se repetem em outras duas ações que já foram apresentadas contra o ex-prefeito – a última delas, há menos de 10 dias, em 27 de agosto.

Foi só o PT avisar que iria denunciar no Conselho Nacional do Ministério Público a segunda investida contra Haddad, por considerá-la uma operação boca-de-urna contra o vice de Lula, que o promotor Marcelo Mendroni sacou a terceira acusação.




Em tese, a Justiça proíbe que uma pessoa seja acusada com base nos mesmos fatos em mais de uma ação, para evitar julgamentos conflituosos. Na prática, porém, o Ministério Público do Estado tem usado a mesma delação premiada para atacar Haddad em 3 frentes distintas.

Na primeira, que está na Justiça Eleitoral, o MP diz que Haddad foi beneficiado por caixa 2 na campanha de 2012. Isso porque o delator Ricardo Pessoa, da UTC, afirma ter pago, supostamente a pedido de João Vaccari Neto, uma dívida do PT junto a uma gráfica. Essa dívida seria de R$ 3 milhões, mas a UTC negociou para pagar R$ 2,6 milhões. O dono da gráfica reconhece o recebimento dos recursos, mas afirma que não há elo com a campanha de Haddad.




Na segunda denúncia, uma ação civil por improbidade administrativa, o promotor Wilson Tafner reciclou a mesma delação para acusar Haddad de enriquecimento ilícito. As declarações de Pessoa foram reembaladas pelo MP-SP, acrescidas de matérias de jornais, outras delações da Lava Jato e as impressões da Promotoria – que basicamente sustenta que Haddad fez com a UTc em São Paulo o mesmo que o PT fez com a Petrobras e as empreiteiras no plano nacional.

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O GGN destrinchou neste artigo aqui a segunda denúncia, apontando seu caráter esquizofrênico. O MP-SP mistura, sem cerimônica, as convicções do promotor com as delações (inclusive, algumas que contrariam a tese da acusação) e notícias de jornais, supondo que atos indefinidos tomados por Haddad durante seu mandato beneficiaram a UTC em troca dos R$ 2,6 milhões.

Agora, na terceira frente, os mesmos fatos são resgatados para denúnciar Haddad na área criminal. Quem reportou a notícia foi o UOL, mas sem dar detalhes do que consta na acusação.

O portal apenas informa que o PT teria usado uma rede de gráficas para receber a vantagem indevida e “indireta” em relação a Haddad. Não há relatos do que o ex-prefeito teria feito em troca da propina, para justificar a peça por corrupção, lavagem e formação de quadrilha. A descrição da operação de lavagem em favor da gráfica que recebeu os R$ 2,6 milhões, com participação de Alberto Youssef, já foi narrada nas demais denúncias.




P.S do Falandoverdades:   base a “teoria do domínio do fato”Até o Portal Jurídico JOTA.INFO, informa que a nova denúncia do MP de SP contra Haddad, tem como, teoria controvertida e muito criticada entre juristas por sua falta de materialidade de provas (Leia sobre aqui)

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