Netanyahu, amigo e aliado de Bolsonaro, é indiciado por corrupção em Israel
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi indiciado nesta quinta-feira 21/XI por suborno, fraude e quebra de confiança em uma série de casos de corrupção de longa duração, colocando seu futuro político em risco e aumentando a incerteza e o caos em torno da luta de Israel para escolher seu próximo governante. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral Avichai Mandelblit.
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Netanyahu se tornou o primeiro chefe de Estado de Israel a ser indiciado ainda no cargo.
Segundo o New York Times, os processos contra ele envolvem denúncias de prestar ou oferecer lucrativos favores a vários magnatas da mídia em troca de uma cobertura favorável em meios de comunicação e dar presentes no valor de centenas de milhares de dólares.
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A última investigação trata de um suposto acordo entre Netanyahu e Arnon Mozes, editor do jornal Yedioth Ahronoth. Em um diálogo gravado, o primeiro-ministro disse a Mozes que aprovaria uma lei para enfraquecer o jornal concorrente em troca de uma cobertura favorável.
Ainda de acordo com o jornal, Netanyahu não é legalmente obrigado a renunciar ao cargo. Mas, com o sistema político de Israel já em território desconhecido, tendo falhado em escolher um novo primeiro-ministro após duas eleições e três tentativas de formar um governo desde abril, o processo criminal contra ele poderá dificultar ainda mais a manutenção do poder.
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