O golpe duro que a China desferiu nos EUA e que mudará tudo
10/02/2026
A China desfere um duro golpe na economia norte-americana, com uma medida que mudará profundamente a economia global. A desdolarização mundial ganha forte impulso com o dragão asiático despejando títulos da dívida americana no mercado mundial.
A China, como uma das maiores credoras estrangeira dos Estados Unidos, tem dado sinais claros de uma revisão estratégica em sua política de reservas internacionais. Recentes orientações às instituições financeiras chinesas para reduzirem a compra de títulos da dívida pública americana marcam um ponto de inflexão nas relações econômicas globais e mostram que a geopolítica irá influenciar os mercados globais diretamente.
O dólar sentiu o impacto dessa medida chinesa em apenas um dia. A movimentação de Pequim foi decisiva, após analisar com os EUA, congelou bens e ativos russos em dólar, compreendendo que as reservas em dólar podem virar pó e apenas papel caso os EUA assim queiram.
Os reguladores chineses fizeram o pedido nesta segunda-feira (9), com o objetivo de reduzir a exposição e evitar uma concentração excessiva de recursos em ativos americanos. A mídia hegemônica tenta suavizar o real significado disso, falando que os chineses querem apenas “diversificar suas reservas”, contudo o que aconteceu foi um verdadeiro golpe no pilar central do poder hegemônico norte-americano, que é o dólar.
Por décadas, a China acumulou reservas em dólares e títulos do Tesouro dos EUA como âncora de sua estabilidade financeira e para manter sua moeda, o yuan, competitiva nas exportações, contudo com a postura cada vez mais agressiva de Washington em relação a Pequim, a China resolveu jogar duro na guerra comercial com os americanos e com Trump.
Analistas avaliam que o gesto pode reforçar uma tendência recente de diminuição gradual do peso dos Treasuries em carteiras internacionais, como vem fazendo países como o Brasil, que recentemente vendeu títulos da dívida americana e diversificou suas reservas também em Yuan.
ASSISTA: ESPECIALISTA CHINÊS FAZ LEITURA SOBRE AS FRAQUEZAS DOS EUA
The Chinese are reading the US like a book.
— COMBATE |🇵🇷 (@upholdreality) February 10, 2026
Top Chinese scholar sums up Trump's foreign policy with a Chinese idiom: "outwardly tough but inwardly weak."
Lost the tariff war. Lost the tech war. Couldn't close Ukraine. So he picked on Venezuela. pic.twitter.com/jeToFWJSFN
MEDIDA DA CHINA SEGUE TENDÊNCIA CRESCENTE INTERNACIONAL
A orientação chinesa surge em um contexto em que outros países também vêm reduzindo participação no maior mercado de renda fixa do mundo (EUA). Índia e Brasil são citados entre as nações que diminuíram exposição, enquanto a atratividade dos ativos americanos tem diminuído no mercado internacional.
Com crescentes incertezas geopolíticas, vários mercados também vem aumentando a busca por ouro em suas reservas.
Dados oficiais dos Estados Unidos mostram que as posições de investidores sediados na China em Treasuries foram reduzidas pela metade nas últimas décadas, totalizando US$ 682,6 bilhões, o menor patamar desde 2008. O valor é bem inferior ao pico de US$ 1,32 trilhão, registrado no fim de 2013.
A possível diminuição na procura por títulos americanos pode manter as taxas de juros nos EUA em níveis altos, uma vez que o governo precisaria oferecer rendimentos maiores para atrair novos compradores.
Outro efeito previsto é a desvalorização do dólar, resultante da redução na demanda pela moeda americana, além da valorização constante do ouro como ativo de reserva alternativo. Países que enfrentam tensões geopolíticas com os Estados Unidos podem adotar o exemplo chinês.
China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais.
— Jornal Nacional (@jornalnacional) February 10, 2026
No Brasil, a moeda americana atingiu o menor valor em 21 meses: R$ 5,18. Em 12 meses, a desvalorização frente ao real já ultrapassa os 10%.
Confira: https://t.co/pOOViHkHOs #JN pic.twitter.com/N4xGK0sLTo
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