Vice de Bolsonaro fala em reduzir o Bolsa Família

Valor Econômico

SÃO PAULO – Vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Antonio Hamilton Martins Mourão (PRTB) admitiu a possibilidade de reduzir o Bolsa-Família se houver crescimento do emprego no país. Ao discursar neste domingo na convenção nacional do PRTB, ao lado de Bolsonaro, general Mourão defendeu a meritocracia e disse que as pessoas devem ascender “por seus próprios méritos e não por esmolas”. O militar afirmou que o programa de transferência de renda — bandeira de gestões federais do PT – tem que ser mantido “por enquanto”, mas disse que se o país crescer economicamente “é óbvio” que os beneficiários sairão “pouco a pouco” do Bolsa-Família.




Na convenção partidária, o general Mourão lembrou de seus 46 anos de vida militar e disse estar junto com Bolsonaro por um “valor maior”. “[É pelo] bem em comum do povo brasileiro, do nosso país, a defesa dos nossos valores, a defesa da integridade do nosso território, do nosso patrimônio, de uma verdadeira democracia onde haja oportunidade para todos e todos ascendam por seus próprios méritos e não por esmolas, onde haja paz social, onde o banditismo, a criminalidade seja banida, onde possamos andar livremente pelas ruas do nosso país”, afirmou no discurso. Segundo o general da reserva, a chapa dos dois militares irá lutar por um governo “austero, sem corrupção e sem balcão de negócios”.

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Ao falar com jornalistas, disse que o governo não pode manter parcela significativa da população “eternamente recebendo doações”. “Atribui-se uma frase ao presidente [Ronald] Reagan que o melhor plano de apoio à população é aquele que você vê o número das pessoas que saem. Temos que crescer, dar emprego, que as pessoas tenham dignidade, saúde e educação”, afirmou Mourão. Questionado se defende a extinção do Bolsa-Família, o vice de Bolsonaro disse que “tem que ser mantido por enquanto”. “A partir do momento em que a gente conseguir fazer o país crescer, onde houver emprego para todo mundo, é óbvio que as pessoas irão pouco a pouco saindo do programa.”


Segundo Mourão, é “lógico” que se o emprego crescer o número de beneficiários do programa de transferência de renda vai ser reduzido. “A não ser que a população carente cresça numa lógica muito maior do que a gente consiga gerar emprego.”

Bolsonaro disse que o Bolsa-Família “tem que continuar existindo, com critério”.

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