Delator confirma à CPI que governo queria propina por imunizante

01/07/2021
O país está em transe, o delator confirmou à CPI da Pandemia que o governo Bolsonaro queria ganhar propina em cima da vacina, cerca de US$ 1 por cada dose, a vida dos brasileiros valia 5 reais para o governo de Bolsonaro.
Escândalo bomba se abate sobre Brasília nessa quinta-feira (1).
Cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply, confirmou à CPI da Pandemia, que o governo queria ganhar propinas em cima de cada dose de vacina.
O depoimento relatando detalhes dessa operação escusa e macabra, enquanto os brasileiros morriam aos milhares, mostra o porque o governo atrasou tanto a compra de vacinas… queria propina e vantagens.
Ele informou que, durante os encontros, conversou com o ex-secretário executivo da pastaElcio Franco, o responsável pela aquisição de vacinas.
URGENTE: Luiz Paulo Dominguetii confirma à #CPIdaCovid que funcionário do Ministério da Saúde pediu U$ 1 de propina por dose de vacina. pic.twitter.com/hEXbrUazt0
— Metrópoles (de 🏠) (@Metropoles) July 1, 2021
“O primeiro contato com Ministério da Saúde foi em Brasília com uma ONG onde eles propuseram ofertar vacinas por valor humanitário. Ofertamos e fomos encaminhados para o Sr. Elcio Franco, que ali era o setor responsável pela aquisição de vacinas. Também me foi apresentado um coronel do exército coronel Blanco (Marcelo Blanco) que também tinha interesse na aquisição de vacinas”, disse.
“Proposta de propina, a primeira proposta era menor do mercado com preço de 3,50 (dólares) por dose”, afirmou.
Além disso mostrou um áudio que mostraria o deputado Luiz Miranda (DEM) falando de vender algo, mas que não se sabe se era vacina.
ATENÇÃO: Escute o áudio tocado na #CPIdaCovid de Luis Miranda para a empresa Davatti tentando mediar compra de vacinas.
— ERIKA HILTON 🏳️⚧️💉 (@ErikakHilton) July 1, 2021
Impressionante como há muito confusão e desinformação, e pouco esforço para se chegar a raiz do problema! pic.twitter.com/YY62MCXTPG
Em seu depoimento, Dominguetti afirmou que “não conhecia o senhor Roberto Ferreira Dias”. “Fui apresentado ao coronel Blanco, que se mostrou interessado no processo de aquisição de vacinas. Fui apresentado ao Roberto Dias pelo coronel Blanco. Ele (Roberto Dias, Blanco e o Cristiano – Ceo da Davati) já vinha fazendo estas tratativas com a Davati. Foi quando ele, o Blanco, sugeriu que eu viesse a Brasília”, contou.
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