Deputado da Frente Evangélica relaciona apoio a Israel ao Apocalipse: “Armagedom será na cidade de Jerusalém”

Revista Fórum

“A transferência da embaixada diz respeito a isso. Para nós, todo cenário será preparado para o Armagedom, como descrito no Apocalipse, e o palco do Armagedom será na cidade de Jerusalém”, disse Sóstenes Cavalcante (DEM/RJ).

Em entrevista ao repórter André Duchiade, na edição deste domingo (6) do jornal O Globo, o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) – que é membro da Assembleia de Deus e compõe a bancada evangélica – diz que o apoio à Israel pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) está relacionado ao cumprimento das escrituras bíblicas no livro do Apocalipse.

“Israel é um termômetro dos sinais do cumprimento do que está escrito no Livro do Apocalipse. A nossa fé acredita nisso. A transferência da embaixada diz respeito a isso. Para nós, todo cenário será preparado para o Armagedom, como descrito no Apocalipse, e o palco do Armagedom será na cidade de Jerusalém”, disse o parlamentar que compõe a principal base de apoio a Bolsonaro para transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

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Segundo Sóstenes, que tem forte influência entre os parlamentares da bancada, a transferência da embaixada é algo inegociável para que a frente evangélica mantenha o apoio ao capitão da reserva.

“Não vamos abrir mão de valorizar políticas externas, agora que estamos exercendo influência no Executivo. Entendemos que isso que está acontecendo está baseado no cumprimento profético”, disse.

Neste sábado, em entrevista à BBC, o ministro da Secretaria de Governo, General Santos Cruz, disse que a transferência da embaixada brasileira em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém, pode ser inviável.

“Olha, eu não vou falar nem pelo Bolsonaro, nem pelo Ernesto (Araújo, ministro das Relações Exteriores), mas eu acho que eles (evangélicos) vão ficar na esperança. Porque uma coisa é você dizer que tem intenção, outra coisa é você concretizar. Para sair de uma ideia para a vida real, você tem uma série de outras considerações de ordem prática. Então, eu acho completamente inviável essa conexão”, afirmou à BBC o general.

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