Grampos sugerem que amigos do miliciano Adriano recorreram a Bolsonaro

24/04/2021
Logo após a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, na Bahia, durante operação policial, milicianos amigos de Adriano ligaram e recorreram à Bolsonaro. Segundo as transcrições, Ronaldo Cesar, o Grande, diz a uma mulher que ligaria para o “cara da casa de vidro”, uma referência ao Planalto. No telefonema, demonstrou preocupação com pendências financeiras. Reportagem do The Intercept Brasil.
Mais um grande escândalo que envolve o nome do presidente Jair Bolsonaro, vem a tona nesse sábado (24) em reportagem exclusiva do The Intercept Brasil. De acordo com a reportagem, amigos do miliciano Adriano da Nóbrega, recorreram a Bolsonaro.
“Diálogos transcritos de grampos telefônicos sugerem que o presidente Jair Bolsonaro foi contactado por integrantes da rede de proteção do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, chefe da milícia Escritório do Crime. As conversas fazem parte de um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio elaborado a partir das quebras de sigilo telefônico e telemático de suspeitos de ajudar o miliciano nos 383 dias em que circulou foragido pelo país.” mostra trecho da reportagem.
“Logo após a morte do miliciano, cúmplices de Adriano da Nóbrega fizeram contato com “Jair”, “HNI (PRESIDENTE)” e “cara da casa de vidro”. Para fontes do Ministério Público do Rio de Janeiro ouvidos na condição de anonimato, o conjunto de circunstâncias permite concluir que os nomes são referências ao presidente Jair Bolsonaro. “O cara da casa de vidro” seria uma referência aos palácios do Planalto, sede do Executivo federal, e da Alvorada, a residência oficial do presidente, ambos com fachada inteiramente de vidro.”
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Logo após essas escutas o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, pediu para que encerrasse as escutas, de acordo com a matéria, o que reforçaria o envolvimento do presidente.
Leia a matéria completa no The Intercept
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