Integrantes do governo Bolsonaro barraram denúncias contra Temer

Reportagem de Marina Motomura, Guilherme Mazieiro e Hanrrikson Andrade no UOL informa que parlamentares que hoje estão do governo Jair Bolsonaro (PSL) votaram contra as duas denúncias do ex-presidente Michel Temer (MDB) que tramitaram na Câmara, em 2017. O ex-presidente foi preso ontem (21) pela Operação Lava Jato. Dois deputados licenciados e que atualmente compõem a equipe ministerial de Bolsonaro votaram contra o avanço das investigações contra Temer. A ministra Tereza Cristina (Agricultura) votou para barrar as duas investigações. Já o ministro Osmar Terra (Cidadania), que também foi ministro de Temer, deixou o cargo por um dia para votar contra a primeira acusação. Ele não votou na segunda.

De acordo com a publicação, atual secretário de Previdência, Rogério Marinho (PSDB-RN) também entendeu que as denúncias não deveriam prosseguir. Outro nome próximo ao governo Bolsonaro, o presidente do PSL e 2º vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara, Luciano Bivar (PSL), foi duas vezes votar em defesa de Temer. A primeira denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) teve 263 votos para barrar as investigações, em agosto de 2017. A denúncia era de corrupção passiva junto ao ex-assessor Rodrigo da Rocha Loures (MDB).

Já a segunda denúncia, sobre organização criminosa e obstrução de justiça, foi arquivada em outubro daquele ano. Nesta acusação, 251 congressistas votaram a favor de Temer. Jair Bolsonaro se elegeu em 2018 com um discurso anticorrupção, criticando o sistema político do “tomá lá, dá cá”. Durante a votação da segunda denúncia contra Temer, o então deputado disse que votava “pelo fim da corrupção”. Seu discurso de posse, em janeiro, também enfatizou o tema. “A corrupção, os privilégios e as vantagens precisam acabar. Os favores politizados, partidarizados devem ficar no passado, para que o governo e a economia sirvam de verdade a toda nação”, declarou o capitão, completa o Portal UOL.