Curitiba- PR- Brasil- 24/10/2016- O o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, durante sessão especial na Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP). Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP

Jornalista pede para Dallagnol e Lava Jato opinar sobre motorista de Bolsonaro

Jornal GGN – Os procuradores de Curitiba não são comentaristas nem políticos, mas se querem agir como se fossem, para manipular a opinião pública, deveriam se posicionar também sobre o motorista dos Bolsonaro, que foi pego pelo Coaf movimentando R$ 1,2 milhão em transações suspeitas. Ou sobre o auxílio-moradia de juízes ressuscitado pelo Conselho Nacional de Justiça, entre outros temas que têm arrancado da turma de Deltan Dallagnol nada mais que silêncio. É o que afirma o jornalista Kennedy Alencar.

A análise do jornalista foi divulgada pouco antes de o presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli cassar a liminar do ministro Marco Aurélio Mello contra prisões em segunda instância. A liminar poderia abrir caminho para a liberdade de Lula, mas com a ajuda dos procuradores de Curitiba e outros detratores, parte da grande mídia pressionou Toffoli a derrubar a decisão do colega.

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“A reação de procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato é uma tentativa antidemocrática de controlar a narrativa dos fatos relacionados ao ex-presidente Lula, manipulando a opinião pública. A decisão de Marco Aurélio não se aplicaria somente a Lula. A Lava Jato não se enfraqueceria por causa disso. São mentiras ditas para a opinião pública a fim de enfraquecer o ministro do STF”, comentou Kennedy.

“Procuradores da República não são comentaristas nem políticos. Se desejam tais posições, também poderiam dar opinião sobre as relações da família Bolsonaro com o motorista Fabrício Queiroz, que hoje deu bolo no Ministério Público. Poderiam comentar a vergonha da ressurreição do auxílio-moradia. Deveriam debater por que a Previdência, que paga altas aposentadorias a uma elite do funcionalismo, está em dificuldade”, disparou.

Para o jornalista, “numa democracia, as instâncias da Justiça têm um papel que precisa ser respeitado, sob pena de minar freios e contrapesos. Procurador da República não é órgão de controle externo do Supremo.”

Na coluna, Kennedy ainda ponderou que a culpa da crise no Supremo é do uso político da corte por alguns ministros, como Cármen Lúcia, que não pautou duas ações de relatoria de Marco Aurélio Mello sobre prisão em segunda instância para “prejudicar Lula”.

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