Despenca apoio de Bolsonaro entre os mais pobres, mostra pesquisa

G1

O Estado de S.Paulo destaca levantamento feito com base em pesquisas do Ibope sobre a aprovação do governo Jair Bolsonaro e afirma que o índice caiu, em média, 14 pontos percentuais entre janeiro e abril deste ano.



Segundo o matutino, as quedas mais bruscas na aprovação aconteceram entre os eleitores com baixa escolaridade e renda e entre os nordestinos. No Nordeste, 4 de cada 10 eleitores que consideravam o governo bom ou ótimo já mudaram de ideia.

No Sudeste, 3 de cada 10 eleitores mudaram sua opinião e, no Sul, o índice é de 2 em cada 10 eleitores. De acordo com o levantamento, a queda na avaliação positiva foi maior nas capitais: em janeiro a taxa de satisfação era de 47% e, agora, é de 30%.




Já nas cidades do interior, o índice em janeiro era de 51% e agora é de 37%. No cenário nacional, a avaliação positiva caiu 14 pontos. Em janeiro, 49% dos eleitores consideravam a gestão boa ou ótima. Em abril, esse índice caiu para 35%.

A diretora-executiva do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari, afirma que, após a vitória nas eleições, alguns setores deram um “voto de confiança” a Bolsonaro, mas a identificação com o presidente é mais frágil e, por isso, os primeiros sinais de desgaste deixam claro o descontentamento dessa parcela da população. “Apoio a Bolsonaro diminui entre mais pobres e nas capitais”, mostra o título principal do Estadão.

Bolsonaro perde o apoio dos mais pobres

Em sua manchete, O Globo revela uma disputa bilionária travada entre empresas e a Receita Federal na Justiça que pode custar R$ 229 bilhões à União. O matutino carioca explica que, em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o valor do ICMS – imposto estadual – pago pelas empresas deve ser excluído da base de cálculo do PIS/Cofins, um tributo federal.

No entanto, os ministros não deixaram claro se a decisão valeria daquele momento em diante ou se seria retroativa a tudo o que já havia sido recolhido. Para esclarecer a questão, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional pediu que o STF explique a extensão da decisão mas, até o momento, o tribunal não se pronunciou.

Com a demora, diversas empresas entraram na Justiça, mas em instâncias inferiores, pedindo a aplicação da decisão e a restituição de valores já recolhidos. Segundo O Globo, pelo menos 25 mil empresas brigam judicialmente pelos créditos retroativos.

O matutino ressalta que, se a União tiver que devolver tudo o que recolheu nos últimos cinco anos, o rombo será de R$ 229 bilhões nos cofres públicos. “Disputa judicial com empresas pode custar R$ 229 bi à União”, informa a manchete do Globo.

Na sua primeira página, o Estadão repercute também a convenção estadual do DEM realizada neste domingo (28) em São Paulo e diz que a legenda manifestou apoio à reeleição do prefeito Bruno Covas nas eleições de 2020 e também defendeu a fusão do partido com o PSDB.



De acordo com o matutino, o governador de São Paulo, João Doria, foi saudado no evento como “futuro presidente da República” e, nos bastidores, seria o principal patrocinador de uma eventual aliança entre o DEM e o PSDB. Doria teria, inclusive, dado carta branca a seu vice, Rodrigo Garcia (DEM), para atuar como embaixador do governo e para ser o responsável pela articulação política.

Ao comentar uma possível fusão entre os dois partidos, o vereador Milton Leite, presidente do DEM em São Paulo, afirmou que a discussão “está na mesa”. “Se o bom Deus quiser, vamos ter Doria presidente”, disse Milton Leite em outro momento do evento.

A Folha de S.Paulo dá destaque à entrevista concedida pelo secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, sobre um novo tributo que o governo pretende implantar para acabar com a contribuição previdenciária que incide sobre a folha de pagamento atualmente.

 

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