em Política

Flávio Bolsonaro pode ter mentido a Justiça para justificar mansão milionária

01/06/2022

O Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode ter mentido a Justiça, ao justificar sua mansão de R$ 6 milhões, ele afirmou que conseguiu parte da renda, para comprar a mansão advogando, sendo que o mesmo nunca advogou. Além disso, a Justiça também questiona como o senador conseguiu um financiamento de R$ 3,1 milhões no Banco de Brasília para a compra da mansão.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode ter se enrolado mais ainda, ao tentar explicar sua mansão de 6 milhões de reais a Justiça. De acordo com o Senador, ele teria comprado a mansão com parte de recursos, que ele teria arrecadado advogando, sendo que o mesmo nunca advogou.

Segundo a Folha de S. Paulo, “não há registros de processos nos quais Flávio atue como advogado no Distrito Federal e no Rio, as duas unidades federativas onde o senador tem inscrição válida na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)”. Também não existem processos em andamento em que o senador apareça como advogado.


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Em 2021, quando comprou o imóvel, Flávio Bolsonaro alegou ter conseguido o dinheiro como por meio de sua atuação como empresário, sem citar quaisquer ganhos como advogado.

A nova justificativa consta na defesa protocolada por ele como resposta a uma ação no TJ-DFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) movida pela deputada federal Erika Kokay (PT). Ela questiona o fato de o senador ter conseguido, por meio do BRB (Banco de Brasília), um financiamento de R$ 3,1 milhões. O valor foi usado para completar a compra do imóvel, que custa R$ 5,97 milhões. A mansão fica localizada em um bairro nobre de Brasília.

Por meio de nota, o senador afirma que “o processo [no TJDFT] foi movido por uma parlamentar petista, não tem qualquer fundamento e serve apenas como uma tentativa de autopromoção em véspera eleitoral”. Além disso, alega, “o banco que concedeu o financiamento [BRB], assim como todas as instituições financeiras no Brasil, segue um rigoroso ‘compliance’ e está sujeito a regras regulatórias e de fiscalização que impedem qualquer irregularidade”.

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