80 % dos brasileiros desconfiam das declarações de Bolsonaro

O resultado de tanta mentira e fake news, parece ter tido efeito contrário
80% dos brasileiros desconfiam das declarações de Bolsonaro, segundo a nova pesquisa Datafolha, divulgada nesse sábado, 07 de novembro. O número de declarações falsas ou distorcidas de Bolsonaro estava em torno de 400, segundo o checador de notícias Aos Fatos, a Folha de São Paulo contabiliza 1 declaração falsa a cada 4 dias.
Números da desconfiança
47% dizem nunca confiar em Bolsonaro, 37% dizem confiar ás vezes no que ele fala. Apenas 19% confiam plenamente no que diz o presidente Jair Bolsonaro. 1% não soube responder.
A pesquisa ouviu 2.948 pessoas em 176 municípios em todas regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o índice de confiança na pesquisa é de 95%.
É arriscado dizer, mas talvez, esses 19% que confiam plenamente em Bolsonaro, seja sua base social fiel.
A base “heavy” do presidente, que o segue e confia plenamente gira em torno dos 12% segundo Datafolha.
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É o que chamamos do “bolsonarista convicto” ou “bolsominion”, adeptos fanáticos e fiéis do bolsonarismo.
Outro dado da pesquisa é que 28% consideram que Bolsonaro se comporta de maneira inadequada para o cargo. Os que avaliam bem a postura de Bolsonaro, são geralmente pessoas com 60 anos de idade ou mais, que tenham renda entre 5 a 10 salários mínimos. A aprovação no entanto cai entre os nordestinos.
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Outra pesquisa do Datafolha, que mostra a base social mais fiel a Bolsonaro, mostra que a base mais fiel ao bolsonarismo, se eleva percentualmente de acordo com a faixa de renda. Como mostra o artigo da USP, sobre o assunto com base na pesquisa Datafolha:
Ainda que pequeno, o grupo dos 12% tem uma força social acima da média brasileira. Não é uma fatia majoritariamente de pobres nem de desinformados, não são ignorantes inocentes. Sua presença aumenta com a renda familiar mensal medida em salários mínimos: na categoria de renda que vai até dois salários, há 5% de entrevistados incluídos no grupo heavy. Essa taxa sobe para 15% no grupo de dois a cinco salários e vai para 23% no de cinco a dez salários, alcançando 25% na categoria que tem renda maior que dez salários mínimos por mês. Outro bom indicador de estratificação social é a escolaridade. No grupo de apoio irrestrito a Bolsonaro, estão incluídos 12% dos que tiveram o ensino fundamental como nível maior de escolaridade, 11% dos de nível médio e 16% dos que tiveram educação superior.
Os 19% que acreditam plenamente nas declarações de Bolsonaro, parecem ser a “base heavy” de Bolsonaro.