“Moro tratou o país como a casa da Mãe Joana” diz jornalista





O jornalista Leonardo Sakamoto diz em seu Blog que o ministro da Justiça do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, Sergio Moro, tratou o país como a Casa da Mãe Joana ao liberar os grampos em Lula e Dilma sem autorização do STF.

247 – A liberação dos grampos em Lula e Dilma pelo ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro do governo de extrema-direita chefiado por Jair Bolsonaro, foi um “marco do derretimento das instituições brasileiras”, escfreve em seu nlog o jornalista Leonardo Sakamoto. “Sobre esses escombros – opina o jornalista – cavalga seu chefe, Jair Bolsonaro”.




“Se o ensino de História não for trocado pelo de Propaganda Estatal no futuro próximo, o 16 de março de 2016 será estudado como um momento em que as instituições brasileiras deram tilt. Nesse dia, o então juiz federal Sergio Moro mandou retirar o sigilo do grampo telefônico que tinha Lula como alvo. No pacote, havia uma conversa com a então presidente Dilma Rousseff a respeito de sua nomeação como ministro-chefe da Casa Civil, captada após o final do prazo autorizado para interceptação e que, portanto, deveria ser descartada. Além disso, envolvia uma chefe de Estado. Portanto, o grampo só poderia ter sido liberado com autorização do Supremo Tribunal Federal” – escreve Sakamoto.

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“Não existe o condicional em História, mas seria mais difícil concretizar o impeachment de Dilma caso Lula assumisse formalmente o papel de articulação política de seu governo”, enfatiza o jornalista.

O blog destaca que as revelações sobre aquele “dia fatídico” continuam a irritar Sergio Moro. E lembra que uma pesquisa da própria força-tarefa da Lava Jato mostra que os grampos foram liberados sem sigilo apenas no caso do ex-presidente dos grampos.