Jornalista questiona: “Cadê o Moro com o sumiço do Queiroz?”

A opinião e texto são de Kiko Nogueira no Diário do Centro do Mundo

Não foi só o Queiroz que sumiu nos últimos dias.

Sergio Moro escafedeu-se.

O laranjal do PSL deixa um cheiro forte de lavagem de dinheiro sob as fuças do ministro da Justiça.

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Coordenador de campanha de Bolsonaro e hoje ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno vai precisar do indulto divino de Moro, como Onyx.

A Polícia Federal e o Ministério Público já investigam o caso de Maria de Lourdes Paixão, que recebeu, oficialmente, R$ 400 mil, dinheiro lhe foi encaminhado quatro dias antes da eleição.

A gráfica Itapissu, que deveria produzir seu material, não dispõe sequer de impressora. É fake.

A Folha de hoje informa que Bebbiano liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora chamada Érika Santos.

Ela trabalhou diretamente com ele até agosto.

Saiu candidata a deputada estadual em Pernambuco e teve míseros 1.315 votos. Afirmou ter gastado R$ 56,5 mil na impressão na mesma Itapissu, veja só.

Desde que apresentou seu pacote anticrime, mal recebido pela maioria dos juristas sérios do país, à direita e à esquerda, o ex-juiz caçador de corruptos desapareceu de vista.

A Globo não o procura, evidentemente, e ninguém o incomoda com questionamentos acerca das práticas de seus colegas.

Vai incorporando a ojeriza do chefe ao debate.

Recusou um pedido do Instituto de Garantias Penais (IGP) para discutir em público com a sociedade civil suas medidas.

A justificativa abstrusa é de que a pasta não é “obrigada a fazer o evento”, que “há pressa, já que a proposta consta das prioridades para os 100 dias de governo Bolsonaro” e “texto já está na Casa Civil”.

Então tá.

“O Brasil está mudando”, afirmou o gigante Deltan Dallagnol.